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Início » Manuel Pinto Coelho: Vacinas e a controvérsia da pandemia
Irreverente, único e culto são algumas das palavras utilizadas para descrever o Prof. Doutor Manuel Pinto Coelho. Fundador da Pinto Coelho Clinic, membro da American Academy of Anti-Aging Medicine, e autor de vários livros, é um dos principais rostos na medicina antienvelhecimento em Portugal. Publicamente, também é bastante conhecido por defender algumas técnicas ou comportamentos que considera saudáveis e benéficos para o sistema imunitário, mas que geraram algumas críticas, embora hoje sejam adquiridos como fundamentais para conhecer e preservar a saúde humana. Numa entrevista ao Dr.Online, o Doutor Pinto Coelho abordou algumas das suas convicções sobre saúde, as organizações e negócios privados a esta associados, e os benefícios da medicina preventiva.
O sistema imunitário é um campo já bastante estudado pelo Doutor Manuel Pinto Coelho, do qual tem vindo a defender a sua importância, e de como é essencial na área da Medicina. Nesta entrevista, Manuel Pinto Coelho relaciona o nosso sistema imunitário como um terreno que deve ser bem cuidado, e fortalecido, pois este prepara a nossas defesas para os vários tipos de vírus que podem infectar o “terreno”.
É costume, numa consulta de medicina, serem prescritos comprimidos para aliviar os sintomas de alguma doença infecciosa, ou para colmatar a possibilidade de vir a ter essa doença. O Prof. Pinto Coelho chama a este tipo de soluções médicas de sementes. E tal como o próprio diz: “o terreno importa mais que a semente”.
Para o Doutor Pinto Coelho, fortalecer o sistema imunitário é uma estratégia muito mais eficaz do que recorrer a “intervenções curativas”. É este que nos vai preparar para possíveis alérgenos, vírus e bactérias.
Segundo o neurologista Cícero Galli Coimbra, “se toda a gente tomasse 10 mil unidades internacionais de vitamina D, os grandes grupos farmacêuticos levariam um desfalque de pelo menos 40%”, e esta afirmação vai ao encontro da convicção do Doutor Pinto Coelho em relação a este tema.
Na sua experiência de 52 anos como médico, Manuel Pinto Coelho tem vindo a verificar que as pessoas com níveis otimizados de vitamina D conseguem atingir mais facilmente um sistema imunitário robustecido, o que ajuda substancialmente a superar os efeitos dos alérgenos, vírus e bactérias. Na ótica do Doutor, os níveis de vitamina D devem estar acima dos 80 nanogramas por mililitro no sangue, que são garantidos essencialmente pela exposição ao sol.
Para o Doutor Manuel Pinto Coelho, existe uma grande controvérsia na maneira como a Organização Mundial da Saúde mudou o conceito de imunidade coletiva, associando-a à vacinação. Transmitir a mensagem de que a única forma de transmissão de imunidade às pessoas é através da toma de vacinas, “apaga” mais de 100 anos de investigação nesta área, segundo Manuel Pinto Coelho.
Para o médico e autor, é importante perceber que o corpo humano tem muitas potencialidades, e que as deve aproveitar adoptando comportamentos benéficos para o sistema imunitário, algo que também defendeu na altura da pandemia (e não só). Atualmente, é bastante crítico da comunicação feita na altura, colocando de lado a visão clínica dos médicos de clínica geral e medicina interna, dos imunologistas e virologistas, e focando-se muito no medo geral e no cumprimento da vacinação.
Esta entrevista ao Doutor Manuel Pinto Coelho também é uma lição de história e de economia na área da saúde. Pinto Coelho expõe aqueles que são os grupos financeiros por detrás da Organização Mundial da Saúde, e de outras organizações ou empresas destinadas a tratar e curar pacientes.
Explicando como o negócio da saúde está inevitavelmente ligado ao marketing da saúde, com o objectivo final de aumentar os lucros e criar produtos rentáveis, o médico levanta uma série de questões em relação a esta indústria. Na sua perspetiva, a indústria exclui da sua estratégia a apologia a uma vida saudável, que passa por comportamentos eficazes para o robustecimento do sistema imunitário, já que estes consistem em hábitos simples e que custam pouco ou nenhum dinheiro.
O Doutor Manuel Pinto Coelho já é conhecido por ser apologista de uma abordagem mais preventiva na medicina, o que engloba a nossa consciência e atenção no nosso corpo, no nosso dia a dia, e na nossa rotina.
Reforçar o nosso sistema imunitário, e levar uma vida com hábitos saudáveis, é algo que pode ser feito sem gastar dinheiro em soluções médicas. “É essencialmente o estilo de vida que a pessoa faz, é a noite mal ou bem dormida, é o stress que a pessoa sabe lidar ou não sabe lidar, é o alimento mais ou menos inflamatório para o intestino, os metais pesados que sabemos como mandá-los cá para fora ou não”, todos estes acontecimentos têm uma grande influência na nossa saúde geral.
Para o médico, a nutrição é um elemento chave, não só na prevenção, mas também para tratar doenças, pois para ele todas as doenças começam no intestino. Na entrevista, aborda também os alimentos inflamatórios e a contribuição do açúcar para a inflamação no corpo, e para o aparecimento de doenças graves.
Apesar das suas ideias parecerem controversas para alguns ouvintes e críticos, continua a defender a sua visão e abordagem em prol de uma medicina mais preventiva, sem precisar de tantas soluções curativas financiadas pela indústria farmacêutica. Para isso, é também importante informar a população, e ensiná-la a viver de uma forma mais preventiva, sem ter de recorrer tantas vezes ao consultório médico.
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1 comentário em “Manuel Pinto Coelho: Vacinas e a controvérsia da pandemia”
Uma hora de podcast que pode valer anos de vida. Uma clareza de pensamento patrocinada pela experiência que merece ser reconhecida. Obrigado