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Início » Psiquiatria vs Psicologia: saiba a diferença e quem consultar
A psiquiatria é definida como o campo médico focado no diagnóstico, tratamento e prevenção de condições de saúde mental. Os psiquiatras são médicos – formados em Medicina com especialidade em Psiquiatria -, portanto, podem prescrever medicação.
A psicologia é o estudo das pessoas: como elas pensam, agem, reagem, e interagem. Compreende todos os aspetos do comportamento humano, assim como os pensamentos, sentimentos, e motivações subjacentes a esse comportamento. Os psicólogos podem especializar-se em várias áreas, sendo que os psicólogos clínicos são aqueles que trabalham principalmente com indivíduos (embora também possam trabalhar com equipas de trabalho, organizações e empresas).
Ao contrário dos psiquiatras, os psicólogos não são médicos, e por isso, não podem prescrever medicação. No entanto, têm o conhecimento adequado para identificar situações que necessitem de tratamento medicamentoso, e encaminhar o paciente para um psiquiatra.
A psicoterapia é um ramo da psicologia. Enquanto a psicologia abrange de forma ampla o comportamento e o pensamento humano, a psicoterapia aplica técnicas específicas para ajudar os pacientes a superarem desafios no dia a dia, e gerir de melhor forma sintomas de stress, ansiedade e depressão.
As terapias mais comuns usadas na psicoterapia incluem:
Certas perturbações mentais requerem medicação como tratamento de primeira linha, que deve ser prescrita e supervisionada por um psiquiatra. Estas perturbações incluem:
Estes são apenas alguns exemplos, mas há muitas condições de saúde mental que exigem acompanhamento psiquiátrico. No entanto, a combinação entre medicação e consultas de psicologia pode melhorar significativamente os resultados em variadíssimos casos.
Por exemplo, no caso da Perturbação Obsessivo-Compulsiva são recomendados dois tratamentos de primeira linha: medicação e terapia cognitivo-comportamental (uma forma de psicoterapia). No caso da Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção, embora a medicação seja o tratamento padrão, alguns casos têm vindo a mostrar que a reestruturação ambiental e a terapia comportamental podem ser eficazes por si só.
A depressão e as perturbações de ansiedade são frequentemente tratadas com uma combinação entre medicação e psicologia. O tratamento de perturbações mentais que envolvem alucinações, depende, essencialmente, de medicamentos, mas a psicologia pode ser uma parte integral do plano de tratamento, ajudando os pacientes a lidar com a doença, e a superar desafios complexos adjacentes a esta.
A colaboração entre psiquiatras e psicólogos no mesmo plano de tratamento é comum e pode ser bastante benéfica para o paciente.
Nem todos os casos requerem medicação. Os psicólogos clínicos trabalham com pessoas de todas as idades, e abordam uma ampla gama de dificuldades psicológicas, tanto mentais quanto comportamentais.
Algumas perturbações mentais cujo tratamento de primeira linha é terapia psicológica incluem:
Estes são apenas alguns exemplos. Na Perturbação de Ansiedade Generalizada também pode ser aplicada terapia medicamentosa psiquiátrica como tratamento de primeira linha. Decidir qual a terapia mais adequada para cada caso pode depender de muitos fatores, e os profissionais podem abordar um tratamento multidisciplinar. E mesmo os casos cujo tratamento de primeira linha é a medicação podem obter resultados muito mais eficazes e rápidos se também recorrerem a consultas de psicologia.
Em alguns casos, a psicologia por si só pode ser eficaz, especialmente se se tratam de casos com sintomas leves de ansiedade ou depressão, ou situações que precisam de ajuda profissional para uma melhor aceitação ou recuperação de alguns eventos traumáticos ou conflituosos.
A psicologia também pode ser bastante benéfica na cessação tabágica, sem precisar de recorrer a ajuda psiquiátrica.
A psicoterapia pode ajudar casais e/ou famílias a superarem os seus desafios conjugais, pela Terapia de Casal e Familiar. Esta forma de terapia não utiliza medicação. O terapeuta pode, no limite, identificar quando um elemento da família está a experienciar sintomas agudos que necessitam de uma avaliação médica, e encaminhá-lo para o psiquiatra; no entanto, a terapia usada para casais ou famílias é restrita à psicoterapia.
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