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Início » Alergia ao sol: os vários tipos, sintomas e tratamento
É uma reação do sistema imunológico na pele desencadeada pela luz solar, causando, na maioria das vezes, erupções cutâneas vermelhas e comichão. Os locais mais comuns incluem a área em “V” do pescoço, as costas das mãos, a superfície externa dos braços, e a parte inferior das pernas. Em casos raros, a reação da pele pode ser mais severa, produzindo urticária ou pequenas bolhas.
Prurigo actínico. Apresenta sintomas mais intensos do que a alergia ao sol dita “clássica”, normalmente como erupções cutâneas que consistem em pequenos pontos vermelhos que provocam comichão. Estas erupções tendem a assemelhar-se ao eczema (dermatite atópica), mas de uma forma mais grave. Geralmente, estas erupções são mais intensas na pele que foi exposta à radiação UV, como o rosto, pescoço, braços e zona do peito.
O prurigo actínico é hereditário, sendo que várias gerações da mesma família podem ter um histórico do problema. Os sintomas costumam aparecer cedo, durante a infância ou adolescência.
Erupção fotoalérgica. Esta forma de alergia solar ocorre quando uma área da pele que contém algum químico é exposta ao sol. Pode ser provocada por um componente de um protetor solar, ou um químico que esteja presente numa fragrância, cosmético ou pomada antibiótica. Estas reações também podem ser desencadeadas por medicamentos orais, tais como antibióticos, comprimidos que aliviam a dor como o ibuprofeno, diuréticos para a hipertensão e insuficiência cardíaca, entre outros.
Urticária solar. Desencadeia erupções cutâneas assim que a pele é exposta ao sol, mas estas desaparecem após alguns minutos ou horas à sombra, dependendo da pessoa. Raramente duram mais de 24 horas, e não deixam cicatrizes.
Estas erupções aparecem sob a forma de marcas vermelhas planas e/ou manchas vermelhas ou brancas com relevo na pele. É possível também ocorrer a sensação de comichão e ardor. Raramente, há sintomas de dor de cabeça, náusea, vómito, dificuldades respiratórias, e pressão arterial baixa.
A prevenção começa sempre com os cuidados a ter com o sol: evitar ir à praia entre as 11 e as 16 horas, usar chapéu ou boné, e usar sempre protetor solar com fator 30 ou 50, dependendo da sensibilidade da pele. É essencial lembrar que o efeito do protetor solar é muito mais eficaz se for reforçado ao longo do dia. Não basta espalhar uma camada grossa de protetor na pele antes de ir à praia, sem se preocupar mais com isso no resto do dia. Uma proteção eficaz passa por ir adicionando mais camadas ao longo do dia, usar protetor labial e óculos de sol, e estar à sombra o máximo de tempo possível.
Em relação ao tratamento, se ocorrerem sintomas leves, pode aplicar compressas frias, ou um pano húmido nas áreas da erupção cutânea. Borrifar a pele com sprays de água fria também pode aliviar.
Para sintomas mais severos, deverá ir ao médico para avaliar a situação. No caso do prurigo actínico, as opções de tratamento incluem corticosteroides tópicos de prescrição, fototerapia com raios ultravioleta especiais, e talidomida (um medicamento imunomodulador oral) para casos severos.
Caso seja uma erupção fotoalérgica, o primeiro objetivo do tratamento é identificar o químico desencadeador da reação alérgica. Depois de identificado, saberá quais os produtos que contêm este químico, de modo a poder evitá-los. As manchas da erupção fotoalérgica são, na maioria das vezes, tratadas com um creme corticosteróide.
A urticária solar leve pode ser aliviada com um creme de venda livre na farmácia, mas quando os sintomas são severos terá de recorrer a medicação prescrita por um médico.
Exponha o seu caso a um médico de cuidados primários ou a um dermatologista nas seguintes situações:
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